Universidade Moderna:
Carta Aberta aos Cooperantes
![]()
Exmºs. Senhores,As notícias recentes que se publicaram sobre a Universidade Moderna, consequência directa dos processos conturbados que têm envolvido a Dinensino, ou seja, a cooperativa que gere os destinos desta instituição de ensino superior, têm contribuído de sobremaneira para agravar a já de si preocupante situação em que se encontram todos aqueles que trabalham ou estudam naquela universidade.
A injustiça, mais do que a procura da verdade, e a inconsequência, mais do que a responsabilidade que deveria presidir à abordagem deste tipo de problemas, tem contribuído para que as notícias publicadas teimem em não distinguir as questões relacionadas com a gestão da referida cooperativa, e o ensino promovido pela universidade. Tal facto, preocupante quando sabemos que as parangonas irrealistas comprometem o futuro de todos os alunos da casa, a credibilidade de professores e demais funcionários, e o prestígios dos muitos trabalhos de investigação científica e de projectos de índole social que ali se desenvolviam, é ainda agravado pelas implicações que as mesmas acabam por ter na efectiva qualidade de funcionamento da instituição.Como é fácil de perceber para quem ali trabalha, desde fevereiro de 1999, quando se iniciaram as notícias dramáticas que todos conhecemos, que a Universidade Moderna tem sido afectada pelo afastamento de figuras de grande prestígio, relevo e qualidade que ali trabalhavam. Ao contrário do que seria de esperar, a opinião pública teima em não abordar este problema de uma forma congruente, continuando com uma razia inadmissível que coloca na praça pública, acusa e julga sem qualquer respeito pelos tribunais ou pelo sistema judicial português., uma série de personalidades que, independentemente da sua inocência ou culpabilidade ao nível da gestão da Dinensino, foram sempre figuras academicamente intocáveis no seu percurso universitário.
A saída recente do Professor Doutor José Júlio Gonçalves, veio uma vez mais desferir um golpe preocupante na Universidade Moderna, como aliás bem o atestam as diversas intervenções que a Associação Académica da Universidade Moderna (leia-se: os principais interessados na sobrevivência da instituição) tem produzido na comunicação social Nacional. Independentemente de tudo o resto, o ex-Reitor foi sempre e continuará a ser uma figura-chave fundamental na vida desta universidade, com uma postura verdadeiramente moderna e actual no seu contacto com alunos, funcionários, professores e pais, e conseguindo imprimir à comunidade educativa uma dinâmica que tornou a Universidade Moderna num marco de incontornável qualidade no panorama do ensino superior em Portugal.
Muito embora “politicamente incorrecto”, no seio de um processo muito conturbado, não posso deixar de prestar aqui homenagem pública a essa figura ímpar da educação superior em Portugal, que tanto lutou e trabalhou para que a Universidade Moderna tenha atingido a posição de prestigiante relevo que assumiu até ao início de 1999.
A actual hora de mudança, ao contrário do que parecem fazer crer muitos daqueles que continuam junto da instituição, não pode passar pelas introdução de novas caras numa universidade que já tem uma história e um percurso traçado. Não poderá também, como se tem vindo ultimamente a afirmar, passar pelas promoções rápidas e periclitantes dos que já lá têm estado e que não conseguiram atingir os objectivos a que se propuseram. Este é, certamente, o princípio de um período novo, no qual a qualidade pedagógica e educativa, bem como o espírito académico de docentes e discentes da casa, permitirá à Universidade Moderna o reencontro com um percurso que desde sempre procurou trilhar.
Uma personalidade forte; um espírito combativo; uma inegável qualidade académica; uma intocável credibilidade científica; uma honestidade e uma frontalidade que sejam de todos conhecidas; são apenas alguns breves traços da personalidade daquele que deverá assumir a liderança da nova Universidade Moderna.
Com estas características, e certamente com as qualidades que garantiriam a esta instituição o readquirir do prestígio e da qualidade perdidas, princípios fundamentais da reconstrução da confiança de que depende o futuro dos milhares de alunos que ali estudam ou estudaram e respectivas famílias, só existe uma personalidade: António de Sousa Lara.
Acreditando que o futuro da Universidade Moderna está assegurado, e que a injustiça actual com a inconsequência que tem caracterizado as abordagens à situação, já se encontra ultrapassada, agradeço toda a atenção dispensada a este assunto, e subscrevo-me
Atentamente
João Aníbal Henriques
(Professor do Pólo de Lisboa da Universidade Moderna)
Yahoo Quick Search
This page has been accessed
times.
Send Email to: joao_henriques@yahoo.com
This page created using the webpage creation facilities of Webspawner.
Copyright © 2000 João Aníbal Henriques. All Rights Reserved.